Na década de trinta, a cidade de Itaúna contava com o Grupo Escolar Dr. Augusto Gonçalves, para o denominado “Ensino Primário” e a Escola Normal que oferecia continuidade de ensino para as meninas, oportunizando-lhes tornarem-se professoras.

Para os meninos, a oferta se restringia aos quatro anos de curso primário.  Aqueles cujas famílias possuíam melhores condições financeiras iam para internatos em Pará de Minas, Belo Horizonte e Caraça.  Os menos favorecidos não tinham oportunidade de continuarem os estudos.

Percebendo a necessidade de se corrigir tal situação, alguns itaunenses se reuniram para criar um ginásio.  Entre esses, destacamos o então vigário da Paróquia, Pe. José Ferreira Neto; Sr. José de Cerqueira Lima, diretor da Itaunense; Sr. Victor Gonçalves de Sousa, diretor da Santanense; Dr. Lincoln Nogueira Machado, prefeito; o Dr. Niso Pena, juiz de direito.

Fundaram o Ginásio Sant’Ana a 22/10/43 que funcionou primeiramente na casa da Família Cerqueira Lima, à Rua Silva Jardim e era mantido pela Casa de Caridade Manoel Gonçalves de Sousa Moreira.

Dificuldades várias foram enfrentadas galhardamente pelo Sr. José Edwards Santiago, encarregado de levar o projeto adiante.

Decidiu-se então por buscar o auxílio de Padres americanos para a administração do Ginásio Sant’Ana. Esses padres ficaram aqui por pouco tempo. E as dificuldades aumentavam. Optou-se, então, por vender o Ginásio para os padres holandeses da Congregação do Espírito Santo. Inicialmente, colocaram funcionando um internato, seminário e externato masculino. Mais tarde, o regime passou a ser apenas de externato misto.

O trabalho dos padres foi transformando o Ginásio. Em 1958, quando passou a ser dirigido pelo padre José Wetzels, que continua na escola como Presidente da Entidade Mantenedora, o Ginásio cresceu consideravelmente, tornando-se no que é hoje: o Colégio Sant’Ana, considerado cartão de visita da cidade pela beleza de seu aspecto físico. Acresce-se a esse, uma personalidade forte, fruto da mentalidade que reina entre todos os alunos e funcionários: “Gente Formando Gente”, tendo como símbolo o favo, sinal de união, trabalho, produção do doce conhecimento de bem viver.

Nisto consiste a missão do Colégio: formar nos melhores padrões éticos e morais um cidadão consciente, crítico, capaz de contribuir para a construção de um mundo melhor, mais humano, mais digno, verdadeira civilização do amor.